Insubmissão de corpos retalhados

O corpo feminino tem sido objetificado nas artes há séculos. Em especial, o corpo racializado de mulheres negras e periféricas tem sido objeto de intervenção criando imaginários e visões sexualizadas, na tentativa de encaixar no que se imagina como o corpo negro deve ser. Nessa perspectiva se retrata um imaginário que deixa de fora as mulheres reais. Portanto, este projeto busca criar uma narrativa visual de mulheres reais, mostrando nossa riqueza e diversidade estético-política. Este exercício fotográfico, a partir de um processo de insubmissão a uma visão colonizadora de nossos corpos, pretende realizar um diálogo com o próprio corpo, com o início de uma reconciliação com cada parte dele que tem sido violentada por não pertencer aquele padrão de beleza hegemônico e aniquilador de diversidades.

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